| |
Eu tô mandando...
Você precisa ser forte. O caminho é longo e as pedras que você vai encontrar são maiores quando colocadas na sua frente. Você precisa ser forte pra passar por cima delas da mesma forma com que muitas delas vão passar por cima de você. Você precisa ser forte pra guardar os brinquedos na caixa, crescer e não ter tempo de fazer o que gosta. Pra ficar horas preso no trânsito, perder pra estupidez e enfiar a mão na buzina, quando você sabe que isso não vai fazer os carros da sua frente andarem mais rápido. Pra chegar em casa tarde e cansado e correr pra cama, e no dia seguinte repetir a rotina. Você precisa ser forte pra largar o emprego e encarar o julgamento dos seus amigos que trabalham, dos seus amigos que não trabalham e de você mesmo, que se cobra o tempo todo. Você precisa ser forte pra desafiar o que acha que está errado e sair batendo porta pra tentar mudar as coisas. Você precisa ser mais forte ainda pra bater porta mesmo quando sabe que está perdendo. Você precisa ser forte quando o outro precisa que você esteja lá por ele. Quando tem que inverter os papéis e cuidar dos seus pais e do seu irmão mais velho. Você precisa ser forte quando sente dor porque é nessa hora que você amadurece. Você precisa ser forte pra esquecer seu grande amor que resolveu não te amara mais no momento em que você mais precisava dessa âncora. Você precisa ser forte pra começar tudo de novo. Pra procurar um outro emprego, pra agüentar o trânsito que piora a cada dia, pra dizer não pro malabarista do sinal, pra dizer não pra você mesmo. Você precisa ter uma força extraordinária pra aceitar e assumir suas fraquezas. Pra se dar um tempo, pra parar de se cobrar tanto, pra dizer não pra todo mundo, pra você mesmo. É o primeiro passo pra recuperar suas forças nas horas em que parece que nada vai adiantar. Você precisa ser forte pra mandar tudo à merda de vez em quando...
Escrito por Juju às 21h26
[ ]
[ envie esta mensagem ]
Pessoas incríveis - parte 1
Existem pessoas que se tornam responsáveis por momentos tão maravilhosos do tipo que gostaríamos de escrever em nossa lápide. Pessoas que nem desconfiam o quanto fizeram por nós, mas que tiveram uma imensurável importância em alguma etapa de nossas vidas. Acho mais do que justo abrir um espaço pra esse tipo de gente no meu blog. Uma dessas pessoas atende pelo singelo nome de Seu Murebi. Seu Murebi é um sujeito estranho. Bondade minha, seu Murebi foi apelidado por umas pessoas de "seu leprinha". Seu Murebi é o feliz proprietário da Pousada do Ipê, localizada na simpática Rua da Linguiça, em Búzios. Vocês acham que estou inventando? Eu tenho 4 pessoas que comprovam que isso é real, além de fotos e lembranças que me fazem chorar de rir até hoje. Apertem seus cintos, está no ar o mais engraçado Reveillón de todos os tempos. Éramos cinco cobaias, Clarinha, Danusa, Mari, Fê e eu. O fim de 2000 se aproximava e não tínhamos plano nenhum, quando a Clara nos liga dizendo que um amigo Antônio conhecia uma pousada em Búzios que era justo o que estávamos procurando: a dois passos da praia, a dois passos do centro e a aproximadamente R$ 2,00 por dia. Lá fomos nós. Eu, muito precavida e desconfiada, acrescentei um desinfetante Lysol na bagagem, e por isso fui do Rio a Búzios sendo chamada de fresca.
Até que a Van pára em frente à Pousada. Silêncio. Pânico. Entramos pela Cozinha e laranjas se acumulavam em cima da "mesa". Concluímos que nosso café da manhã seria suco, bolo com calda, tudo de laranja. Entramos no "quarto". Uma construção de tijolo, com um colchão de espuma. Nós cinco teríamos que sobreviver ali juntas, com as bagagens e os insetos. Muuuuuitos insetos, inclusive a barata morta que nos esperava no chuveiro. Como disse o Antônio, o sachê de boas vindas. Tentamos correr pra alcançar a van, mas esta já tinha partido. Então fomos pro Mini-market, comprar panos de chão, detergentes, álcool e tudo que tivesse a ver com limpeza. Fresca???? Não tanto. Depois da faxina estabelecemos algumas regras: não encostar nas paredes do banheiro em hipótese alguma, não tirar o chinelo durante o banho, não fazer nenhum tipo de contato físico com os colchões de espuma e não deixar a Dona Mureba entrar pra limpar o quarto. Ha ha ha, como se a Pousada oferecesse esse tipo de serviço. E estabelecemos também uma regra que seria vital para o sucesso da viagem: não ficar sóbria. NUNCA.
São muitas histórias, muito detalhes, muitos personagens... O primeiro jantar e as marcas de chinelo no pé, a ida à casa encantada do Daniel e o comentário mais que pertinente da Fê enquanto invadíamos a mesma ("Já posso ver o conforto..."), a noite de bebedeira com os vizinhos de quarto e seu Murebi vindo reclamar do barulho (e a célebre pergunta "Vocês não querem voltar aqui só uma vez, né???"), o dia 31 chuvoso, arranjando gelo na Vila dos Pescadores, indo pra praia com o pessoal da Pousada gritando Murebi, Clara e Antônio procurando abrigo debaixo da barraca de Pipoca, O JELLY (e a ciranda em volta dele), a festa falida no Beach Club e a volta pra casa com nossas roupas danificadas pela chuva (meu vestido encolheu, o da Danusa alargou etc), a goteira do dia 1o que provocou uma enchente no Cafofo, o roubo das minhas havaianas e da minha toalha rosa, os vizinhos que só me chamavam de Bianca, American Army quase derrubando a porta do nosso quarto às seis da manhã, American Army jogando um tubo pra fora da janela do carro, que estava fechada, bem AMERICAN ARMY por si só já renderia boas gargalhadas. Mari se queixando da lisura dos primeiros dias e a música-tema "TANTA FARPA, TANTA MENTIRA", o restaurante do bife e a "pontinha" pra pagar (larica the most, como diria a Fê), frases como "Eu ficaria mas elas não querem", Fê tentando explicar porque não conseguia falar nunca com os pais no telefone "É que a gente tá num fuso-horário diferente pai...", Rua das Trevas e o único dia que conseguimos entrar no Guapo, MARI CAINDO NO MEIO DA PISTA DO GUAPO, DE QUATRO, Mari cantando ADOCICA (aquela lambada "adocica meu amor, adocica! adocica meu amor, a minha vida ooooo") em cima da cama depois de uma sessão entorpecente ao som de Moloko e fantasminha brilhando no escuro, e, claro, seu Murebi recolhendo as toalhas que ele nos havia fornecido. É... não tem a menor graça pra quem não estava lá, mas aposto que as meninas que lerem isso vão rolar de rir que nem eu tô agora! Acho que só temos a agradecer ao Seu Murebi (e ao Antônio também), afinal a pousada não era a dois passos de Geribá nem do Centro, o café da manhã era um pão (01 pão, mesmo) e ele nos fez ver como precisamos de tão pouco pra ser feliz...
E cá entre nós, uma Pousada na Rua da Linguiça, já tinha tudo pra ser no mínimo engraçado!
Escrito por Juju às 14h31
[ ]
[ envie esta mensagem ]
Quadro de avisos
Eu ia mandar um e-mail, mas pelo que parece vocês têm frequentado mais o meu blog que as caixas de e-mail de vocês...
Bom, a Lê falou que os ingressos pra festa junina estão acabando e que ela conhece alguém que pode comprar pra nós, então quem quiser ir avise. Precisamos saber disso amanhã de manhã. Vocês podem deixar suas respostas aqui, aposto que a Lê vai ver primeiro do que eu!
Escrito por Juju às 21h58
[ ]
[ envie esta mensagem ]
Homenagem à Lelê
Porque ontem ela me chamou pra uma festa junina... no estádio de REMO! Eu já tinha escrito isso há uns dias, então lá vai! (eu mereço...)
Da lista das coisas que devemos fazer antes de morrer eu já cumpri alguns itens. Nunca subi a Pedra da Gávea, não tive um filho, não escrevi um livro. Ainda. Mas já plantei uma árvore (no parque da Catacumba), já tive amnésia alcóolica (mais de uma vez), já aprendi violão (e desisti por causa da pestana), já subi no palco (tantas vezes...), já vi o Sol nascer, já contei estrelas (as da Chapada dos Veadeiros eram infinitas) já fui a Fernando de Noronha (não sei se essa faz parte daquela lista que já caiu em domínio público, mas da minha esse era um dos principais itens), já estudei fora (e não foi suficiente), já fiquei com um melhor amigo (não, não é o Bruno), já experimentei aquela droga ilícita, já matei aula pra ir pra praia (e pra cachu do Horto, esse dia é inesquecível), já fui até inspiração pra uma música (inclusive o maior hit da banda da Rita, a MSE) e já peguei uma onda. Aliás várias.
Fiz algumas aulas de surfe ano passado e me apaixonei (mais uma) pela coisa, mas não a ponto de encarar o frio, o horário e os caldos. E, principalmente, não me apaixonei nem um pouco pelo fato de pranchas de surfe não serem motorizadas. Sim porque ficar em pé e descer na onda é moleza e delicioso, sentir o vento batendo no rosto, a espuma te levando, bem assim Garota eu vou pra Califórnia, o vento beijando os cabelos, as ondas lambendo as pernas e você tendo a certeza de que seu destino é ser star. O problema começa quando você tem que chegar na onda, atravessar todas que estão vindo usando seus bracinhos finos e seus ombros, sendo o esquerdo meio capenga, ou seja, a famosa remada. Você rema rema rema e continua ali na beirinha da areia. Até que vem o prof, te dá um empurrãozinho e aí sim, você começa a se distanciar da praia e eis que surge, ali, toda branca, com bolhas lindas, aquela onda vindo em sua direção. Você se agarra firme na prancha, reza, mas, tarde demais... volta tudo, rema de novo, outra onda, volta mais uma vez. O prof com pena resolve te levar, te faz passar todas as ondas, você desce uma (espuminha na verdade) e fica feliz, muito feliz, se sente a versão feminina do Kelly Slater. E então você tem que remar de novo. Entendeu porque que a prancha devia ser motorizada? PORQUE REMAR ATRAPALHA TUDO!!!
OBS: nem preciso dizer que fui pra faculdade hoje cantando Evidências aos berros, né?!
OBS 2: Danusa que puxou a coreografia de Lua de Cristal e agora não se lembra... ai ai ai!!!
Escrito por Juju às 12h15
[ ]
[ envie esta mensagem ]
A vida é um doce, vida é mel
Tudo (re)começou essa Segunda feira, ontem. Na verdade se eu for contar os detalhes começou há cerca de dois meses atrás, quando soubemos que o Quem Dança é Mais Feliz 3 ia acontecer em julho. Depois disso a data já mudou, o teatro também e a coreografia do Tony então... Mas enfim, Segunda ele veio com mais uma idéia, idéia que envolve escolha de músicas expressivas. E como música expressiva entenda cafona. Ok. Moleza, certo? Não não não. Nunca, NUNCA peça para uma pessoa viciada em música que está passando por uma puta dor-de-cotovelo selecionar uma música brega expressiva. Ela vai enlouquecer, passar o dia no Kazaa baixando coisas horripilantes, vai ter que recorrer a seu esconderijo ultra-secreto pra resgatar aquele CD de músicas breguésimas e não vai conseguir decidir entre Caça e Caçador ou Borbulhas de Amor e todas as outras que seguem. E a lista não é pequena. Dramático? Isso porque a parte nostálgica ainda nem começou. No mesmo CD de música brega estão as infantis e alguns conjuntos dos anos 80. Sim, porque nos anos 80 um punhado de gente cantando e tocando juntos só podia ser um conjunto, e não uma banda ou um grupo. E vocês devem estar pensando quem é essa louca que acha que é uma sobrevivente dessa década que ainda não acabou... Eu era uma criança, I know, mas hoje sou quase uma pesquisadora das músicas da época. Vocês lembram de Polegar? Eles abrem o meu CD. Sou como sou é a primeira, a Segunda eu não sei o nome mas o refrão é aquele meio duvidoso "dá pra mim, o seu amor dá pra mim...". Continuando a sequência, Manequim, do dominó. "Manequim, seu sorriso é um colar de marfim". Quem escreveu isso???? Michael Sullivan e Paulo Massadas. Tô chutando, é que eles escreviam quase todas as músicas da Xuxa, que é a próxima do CD. E então temos Saltimbancos, Trem da Alegria, Balão Mágico e a cafonice adulta, tipo Fabio Jr, Wando e a definitiva, ela, que é a mais expressiva e brega música de todos os tempos, aquela que é pra ser ouvida num dia de fossa, num bar, enchendo a cara de cerveja barata (ou num videokê com a Celle, mas isso é uma outra história), e também a que mais fielmente representa tudo o que venho tentando esconder de mim mesma e que está escrito bem na minha testa...
"E nessa loucura, de dizer que não te quero, vou negando as aparências, disfarçando as EVIDÊNCIAS, mas pra quê viver fingindo se eu não posso enganar meu coração? EU SEI QUE TE AMO (todo mundo!) Chega de mentiras, de negar o meu desejo, eu te quero mias que tudo, eu preciso do seu beijo, eu entrego minha vida pra você fazer o que quiser de mim, SÓ QUERO OUVIR VOCÊ DIZER QUE SIM! Diz que é verdade, que tem saudade. Que ainda você quer viver pra mim..." by Chitãozinho e Xororó
É por essas e outras que hoje eu queria vestir aquela calça vermelha da Guess, que fica meio que quase no pescoço de tão alta e, claro, semi baggy. Queria botar meu tenis velho, um reebok cano alto ou um all star idem, uma camiseta com um colete por cima, levantar meu topete e ir dançar até me acabar.
É, hoje eu estou assim, meio brega. Pelo menos não estou mais azeda...
Alguém quer ir no Bukowski Sexta-feira?????
Escrito por Juju às 18h36
[ ]
[ envie esta mensagem ]
Paixões
Eu me apaixono em tempo recorde. Por música então, às vezes não é preciso mais que um acorde. Me apaixono por vozes, por ritmos, por arranjos, enfim, por sons que me fazem ficar completamente idiota. Sou capaz de ouvir o mesmo cd e, pior, a mesma música durante dias e cada vez gostar mais de um trecho da letra, da melodia. Caio de amores por filmes maravilhosos, por cenas inesquecíveis e saio do cinema com vontade de contar pra todo mundo o quanto aquele filme é incrível. Caio de amores por diretores que me surpreendem, e corro pra locadora pra procurar mais, os primeiros, os primórdios, o ponto onde tudo começou. Me apaixono por livros e seus autores, e carrego os dois pra todos os lugares, leio quando tenho uma brecha, uma fila, um intervalo. E devoro páginas e me encanto com frases que eu mesma podia ter dito. Me apaixono por coisas velhas, que já conheço de cór. Cada vez que piso no Parque Lage quero morar ali, cada vez que passo pela Lagoa, quero ficar sentada babando. Cada vez que como um pavê, quero mais. Cada vez que olho pra gravura pendurada no meu quarto mais eu queria tê-la feito. Cada vez que vejo meus amigos quero pegá-los no colo, e cada vez que danço quero dançar mais e mais, sem parar... hoje me apaixonei por mim de novo, e quero muito que isso aconteça todo dia!
Escrito por Juju às 22h32
[ ]
[ envie esta mensagem ]
Ressaca
Só vejo Pixel na minha frente. Aliás não, vejo papel couché também... e fita dupla face e faca olfa e meu lindo trabalho indo por água abaixo graças a mim mesma. Hoje eu queria ser outra pessoa, pra parar de me odiar tanto assim. Isso não é bom, né? Saudade da época em que fazia trabalhos com a Camila e tinha vontade de matá-la. Pelo menos eu não pensava em suicídio!
Escrito por Juju às 18h45
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|