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Análise de dados
É bom me conhecer melhor, e péssimo. Porque já sei quem eu quero que continue fazendo parte da minha vida, já sei quais são as pessoas que posso incluir nos meus planos. E desfazer-me das outras vai ser tarefa árdua.
“Eu que já não sou assim / muito de ganhar / junto as mãos ao meu redor / Faço o melhor que sou capaz só pra viver em paz.”*
É bom ir atrás das minhas medalhas, perder algumas e ganhar troféus maiores. É bom contar com aquelas pessoas, é bom chorar com elas no telefone, é bom ter alguém que tenta espantar a nuvenzinha cinza que estacionou sobre a minha cabeça. É bom homeopatia. É bom ler horas sem parar. É bom esparadrapo, isso é realmente muito bom. É bom pegar filme na locadora, ir ao cinema ver um filme polêmico. É bom ler Cora Ronai, isso é realmente maravilhoso. É bom pessoas que confiam em mim e pedem minha opinião.É bom celular que não toca muito, isso é uma paz sem tamanho. É bom tomar decisões e ser responsável por elas. É bom pedir estágio e ouvir sim junto com outras palavras bacanas. É bom desenhar e colorir, tinha esquecido como isso acalma a cabeça. É melhor ainda desenhar ouvindo Baden Powell. É bom deitar na cama cansada e perder a aula no dia seguinte e também é bom ir à faculdade e ter aulas interessantes. É bom ter alguém que me escute, que me faça ver, que me faça me descobrir, putz, terapia é essencial. É bom ter uma psicóloga. É bom que alguém tenha inventado isso. É bom carinho na cabeça, massagem no pé. É bom estar vivendo tantas coisas novas. É bom estar me descobrindo um pouco a cada dia. E é bom não precisar dividir isso com ninguém. Só comigo.
* O vencedor - Los Hermanos
Escrito por Juju às 14h44
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“Acredite se quiser... que eu estaria disposto a dar dez anos de minha vida só para continuar sentado aqui em frente a este quadro por uns quinze dias, comendo apenas umas cascas de pão...” Vincent van Gogh, diante de uma pintura.
Muitas vezes eu tenho essa mesma disposição. Muuuuuuuuitas vezes. E quando eu fico assim introspectiva começo a ler com fome, e dessa vez são livros sobre arte, ou poesia, ou qualquer coisa que tenha emoção. E eu nunca acho que é o suficiente. Queria ter mais fome de livros.
Bom é ir pra faculdade e ter realmente uma aula com uma professora maravilhosa que indicou um site idem! Dá até empolgação.
Escrito por Juju às 15h04
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Quero comprar flores pra alguém especial e anexar um cartãozinho com algumas linhas de te amo. Será que dá pra entender agora?
Escrito por Juju às 14h19
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Enquanto isso, na aula de HTD2...
Voz irritante é 50% de chance de uma pessoa ser insuportável. É impossível manter uma conversação com uma pessoa dotada de estridência vocal como essa mulher. Existe até a possibilidade dela ser interessante, mas quem se arriscaria? Então esse é o primeiro embate, ultrapassar a barreira do som e encarar os próximos 80 minutos em companhia dessa voz. Não, definitivamente, ela não pode ser legal. E mesmo que fosse, seria um sacrifício sobrehumano, porque não é só a voz, são as roupas, o óculos, o batom rosa e essa lógica absolutamente nonsense que ela insiste em seguir. É agora que eu vou levantar e ir embora.
"Mas sei que uma dor assim pungente não há de ser inutilmente" - de O Bêbado e a Equilibrista by João Bosco
(linhas originalmente escritas de manhã no meu caderno, em meu primeiro dia de aula do sétimo e penúltimo período)
Escrito por Juju às 22h38
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Love is butter won't you be my bread?
Esses são os pássaros que voam pela minha cabeça. Os males e vícios demoram muito a passar. Quando o sol começa a aparecer todo dia vem essa chuva, e então a Daiane dos Santos começa a sentir dores no joelho, a Veja faz uma edição especial Olimpíadas e isso começa a fazer mal à cabeça, ao estômago, à pele e aos olhos. É quando descubro que não é ele que me deixa assim, mas eu mesma, que não sei lidar com perdas e com coisas que não dão certo. Isso eu aprendi na terapia, e o porquê eu fico devendo, mas to longe de ter alta, então não me preocupo porque está tudo aqui na minha cabeça. Não vou deixar esse roteiro pela metade. O que não significa que vou conviver bem com as Olimpíadas. O que significa que to aceitando qualquer coisa, até porque descobri que sou uma espécie de quebra-galho em tempo integral, o que é ótimo, porque estou em fase de aprendizado. A primeira lição é que sou fraca, fisicamente fraca, fico exausta e lenta e tenho que dormir dias inteiros pra recuperar o fôlego e encarar os próximos ensaios, as aulas que começam amanhã e tudo o mais que tenho que dar conta. A segunda é que consigo chegar no teatro Carlos Gomes e que a sinalização de nossa cidade até que é bastante eficaz e que sempre podemos dar duas voltas na praça pra achar a entrada do estacionamento. E que Staccato Dança Contemporânea é tudo de lindo que existe na vida traduzido em dança. E música. E muito mais que isso, e minhas opiniões a respeito de certas coisas dariam uma tese, por isso não me estendo mais que isso. Terceira lição é que as cartas de Theo devem ser melhores ainda quando acompanhadas das de van Gogh, e quem foi o estúpido que não fez um livro com as duas? A quarta lição é que tem algumas coisas que não entendo bem... por exemplo, como é que fazem um show no Ribalta e acham que vai ser maneiro? Até que foi bacana porque a Macy Gray é doidona cem por cento e animou a galera. Mas o local é bem esquisito, parece um grande banheiro e tem cheiro de batata frita. Fora isso, a companhia da Clarinha é sempre ótima, resolvemos questões de aniversário e botamos tudo em dia, além de (a melhor parte) não termos desembolsado nenhum centavo pra ir ao show que custava $90, graças à nossa amiga Marcelle, que na verdade conseguiu os ingressos com o Levi, e ela acabou não indo... e tudo vai se interligando nessa minha mente atrapalhada. E com certeza valeu a pena, e ainda vale e quando tudo isso acabar e setembro chegar eu vou ter um monte de coisas pra contar e um monte de presentes. A fome é negra, só dormir à noite é que ainda é um pouquinho complicado, porque eles ficam voando e na maioria das vezes eu perco o controle.
"Give me all your love or I will kill you", que ela não cantou ontem, e mais uma vez ficou me devendo Still...
Escrito por Juju às 13h05
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