| |
"You said always and forever in such a long and lonely time"
“Brilho eterno de uma mente sem lembranças” entrou para os top 5 da minha listinha. Vi ontem, no Moreira Salles, que é um dos lugares mais gostosos da vida. Jim Carey no melhor papel que ele já fez, lindo de morrer. To meio abobalhada até agora, acho que não consigo escrever mais que isso. Talvez tenha sido o dia, ou a beleza e a leveza do lugar, talvez seja essa minha sensibilidade constantemente à flor da pele, talvez tenha sido uma conjunção de fatores, mas o fato é que o filme me pegou de jeito. Saí do cinema com uma vontade quase insuportável de ligar pra duas pessoas, mas achei melhor não. A minha sensatez aparece tão forte nessas horas... E além disso não quero ficar explicando pra eles quem eu sou hoje e onde eu estou agora. Até porque nem eu sei direito...
Ouvindo “Some Devil” (o título do post é uma frase pertencente à música) do Dave Mathews. Se agora eu fosse uma música, seria essa. Porque ela tem tanta alma que transborda. E é isso o que eu mais amo em tudo, quando as coisas já não cabem em si mesmas.
obs. eu ganhei um amigo, que me acompanhou (ele e a Fe) na saga de ontem. Isso tá virando hábito e eu tô adorando!
Escrito por Juju às 15h57
[ ]
[ envie esta mensagem ]
Goodbye, goodguy
"Jump out of bed as soon as you hear the alarm clock! You may also find it useful spending five minutes each morning saying to yourself: Every day in every way I am getting better and better. Perhaps it is a good idea to start a new day with the right frame of mind."
escrito no encarte do CD que eu acabei de comprar, OK Computer, do Radiohead. Boa maneira de começar o dia e talvez o fim de semana, comprando CDs (o outro é Dave Mathews) e amando os encartes dos dois (é por essas e outras que eu odeio CD-R, além de eles terem estragado meu som...).
obs. alguém quer ir à praia?
Escrito por Juju às 13h40
[ ]
[ envie esta mensagem ]
"At least you know you were taken by a pro"
Todo dia ela faz tudo sempre igual e pensa duas vezes antes de levantar pra ir a faculdade. E quando ela resolve mudar o caminho pra ver outras paisagens fica 1 hora presa no trânsito, tentando ficar zen ouvindo Cafe del Mar (e tentando se converter à música eletrônica). E ri quando chega na Uni, porque ela sabe que tem coisas nessa vida que tem que ser encaradas assim: às gargalhadas ("And never even noticing / You never do arrive / Cause you’re / Driving sideways / If you roll down the window you’ll see / You’re where you don’t belong").E lá pelas tantas do dia ela descobre que o vinho acabou ("'no' is the saddest experience that you'll ever know yes, it's the saddest experience you'll ever know"). E ri de novo. E sente sede de novo. De uma vodca, talvez ("you look like a perfect fit for a girl in need of a tourniquet"). Pra esquecer o dia anterior, ressaca é a melhor solução.
fazendo trabalho de faculdade, apanhando do photoshop, sendo ajudada pela Cami e pela Nat via messenger, ouvindo Magnolia (sempre), comendo bombom (na verdade eles já acabaram), doendo as costas, ficando cansada, "if you could save me"...
*em vermelho trechos das letras da trilha de Magnolia
Escrito por Juju às 23h36
[ ]
[ envie esta mensagem ]
But I'm just a cut flower
Onde foram parar aquelas pessoas? E ele? Quando é que acaba o prazo de validade da gente? Será que tem um selo escondido? Manual de instrução, talvez? Tem alguma regra, ou o jogo é justamente esse, ir descobrindo o labirinto sozinha? E se eu não quiser mais, eu posso descansar um pouquinho? E se ele insistir em querer outra coisa e eu insistir que quero? Quem é o chato da história? E se aquele outro cara sumir também, o que eu faço? Sucumbo à vida que eu tanto queria levar desde pequena? Passo à loucura num passe de mágica? Passos que a gente não dá viram perguntas e hipóteses, e mesmo que eu saiba que estou fazendo às vezes ainda parece que não é suficiente. E se nunca for? Será que essa é a graça? Será que esse é o motivo do riso? Será que ele volta? Será que eu descobri que adoro ter pessoas do meu lado? E que gosto muito de andar de mãos dadas? Mas não tão atadas, acho que eu também quero poder escolher. Será que ele sabe disso? Será que eu conto pra ele? Será que ele se importa? E se tiver sobrado vinho? Será que eu peço mais um gole?
Escrito por Juju às 11h55
[ ]
[ envie esta mensagem ]
RG 10848784-4
Difícil é a gente assumir nossa verdadeira identidade. O resto é moleza. É fácil ficar sentada enquanto os outros servem a comida no prato, é fácil ficar sentada esperando as coisas acontecerem. É fácil sorrir e fingir que ta tudo bem. É fácil se acomodar e dizer que era exatamente isso que você estava querendo, seja no trabalho, no relacionamento novo ou com os amigos. É fácil botar a mão na massa quando você tem outros braços mais fortes pra te ajudar, é fácil dançar quando você sabe o ritmo. É fácil dar valor quando você perde, é fácil amar quando não te amam mais, e é tão fácil dizer eu te amo que às vezes até perde o sentido, cai na rotina e vira clichê. É fácil continuar dando passos do mesmo tamanho, ou até menores, é fácil fazer o mesmo caminho todo dia. É fácil fugir dos problemas e deixar tudo pra depois. É fácil gostar de praia, gostar de morar no Rio e achar nossa cidade maravilhosa, criticar os políticos e ficar revoltada quando vê crianças no sinal. É fácil mau humor e buzina no trânsito, pilha de livros sobre a mesa e reclamar do preço das peças de teatro. É fácil criticar dança, música e arte. É fácil dizer que vai marcar encontro, dizer que vai ligar. É fácil as coisas serem caras demais, os amigos morarem longe, ter medo de tiroteio, ter preguiça. É muito fácil ser egoísta e fechar os olhos pra vida que você não quer levar agora. É fácil não se envolver e viver achando desculpas pra isso nunca acontecer. É fácil sumir em vez de assumir que acabou. É fácil sumir pra evitar um não. Fácil é viver na superfície dos sentimentos e achar que assim é que é o certo. O resto é aspereza. Deixar espinhas no rosto, colocar pimenta em vez de açúcar, explodir e gritar pra exigir a sua parte. Dar um mergulho na água gelada, andar contra o vento, decepcionar os outros só pra ser feliz com você mesmo, nem que seja uma vez. O difícil dói, e mesmo que seja melhor sorrir e ter sempre a cabeça erguida, eu ainda prefiro pedir ajuda. E me reinventar sempre que possível.
Escrito por Juju às 21h44
[ ]
[ envie esta mensagem ]
Saga
Eu lembrei porque que deixei de sair durante tanto tempo... Acho que vou voltar à fase cinéfila, ainda mais agora que as amigas guerreiras estão numa fase européia. Houve tempos em que eu encarava fila, esmagação, suor dos outros, gente me puxando pelo braço, pelo cabelo ou pelo brinco, cerveja cara, flanelinha, baliza.... Hoje o problema já começa no carro, ter que lidar com esses cobradores, vaga-certa e genéricos, ser chamada de tia e correr o risco de não encontrar o carro na volta, ou não encontra-lo inteiro. Acho que não. Ficar horas numa fila que você não sabe nem onde acaba pra encarar uma multidão de pessoas encharcadas, derramando cerveja no seu pé e te queimando de cigarro, por mais que seja sem querer, não, acho que não, acho que não gosto de sadomasoquismo. No fim da noite a conclusão é de que só a pizza de tomate seco salva...
E no fim do feriado a conclusão de que eu sou muito mais maria-mole do que se suspeitava e os porteiros da Mari e da Danusa têm certeza que eu tenho um caso com elas... E outra também, as pessoas começaram a me achar simpática. Podem rir agora.
Escrito por Juju às 12h39
[ ]
[ envie esta mensagem ]
If I could tell you what it meant, there would be no point in dancing it.
Então eu já resolvi o que fazer com os $50 e as quatro horas livres, apesar de achar que nem a quantia nem o tempo seriam suficientes. Eu ia seqüestrar a família Pederneiras e subornar alguém que liberasse o palco do Municipal só pra mim e pra eles. E ia passar quatro horas dançando. Porque ontem eu fui assistir O Corpo no Municipal. E eu precisaria de dez vidas pra conseguir escrever a respeito disso.
Escrito por Juju às 12h34
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|