| |
... mas eu olho pra você
Tem três lugares que ela não pode entrar, sob risco de ficar louca e falida: farmácias, papelarias e lojas de discos e/ou livros. E foi provavelmente numa farmácia, frente à sessão de xampus, que ela teve o estalo, porque estalos sempre ocorrem quando menos se espera. Ela descobriu qual era a questão que empacava tudo e a partir de então poderia tomar decisões que iriam mudar suas perspectivas. Primeiro ia deixar de usar Elseve, depois ia deixar de querer usar certas pessoas, pessoas estas que simplesmente não precisam dela. Porque na vida a gente sempre vai dar de cara com os necessitados de nós, e em outras vezes com aqueles que se saciam rápido demais da gente. É ruim aceitar as fugas e os sumiços de pessoas, bem como o fato de que não cabemos em certos lugares, sets, escritórios, corações e vidas. Fazer o quê? Ficar achando desculpas a vida toda e continuar batendo em portas que teimam em não se abrir?
Foi então que ela resolveu procurar sua turma.
:: Paralamas maníaca. “Se a vingança apagasse a dor que eu senti, seco, reto, isento à moral, se eu nunca lembrasse o estrago que eu fiz. Tudo isso me faria feliz, absurdos me fariam feliz”
:: Salve Jorge, que arrebentou no show ontem! E que tem o poder de nos fazer gostar de músicas cujas letras nonsense são mais ou menos tão absurdas quanto spyro gyro é spyro gira, é um bichinho bonito e verdinho que cai na água. Que plâncton é esse???!!!
Escrito por mim às 21h23
[ ]
[ envie esta mensagem ]
Read carefully and dial my number in case you happen to know the answer to the following questions.
( make sure you have some painkillers before telling me the truth )
"If you’re so funny
Then why are you on your own tonight?
And if you’re so clever
Why are you on your own tonight?
If you’re so very entertaining
Why are you on your own tonight?
If you’re so terribly good-looking
Then why do you sleep alone tonight?"
I know it's over, The Smiths
Escrito por mim às 21h09
[ ]
[ envie esta mensagem ]
Banco Imobiliário
Jardim Europa, Morumbi, Brooklyn, Pacaembu, Jardim Paulista... podiam me dar quantas casinhas verdes ou prediozinhos vermelhinhos que quisessem que eu passava a vez e continuava a ver navios no meu Rio provinciano. Sim, São Paulo é de fato uma metrópole, o dinheiro está lá muito mais que cá, é uma cidade cosmopolita e cultural. E feia. Feia de doer os olhos e a vida de quem fica por ali desavisado por mais de uns três ou quatro dias. E sim, o Rio é uma aldeia de praianos e fãs de botequim, atrasada e lenta, engarrafada e sem metrô, onde as coisas não acontecem. São Paulo funciona em meio ao caos. O Rio não. E apesar de não ser representante ou defensora ferrenha dos hábitos preguiçosos da nossa cidade maravilhosa, eu confesso que não troco nossas carioquices por sede de bienal alguma. Adoro encontrar pessoas na rua e dizer “vamos combinar de sair” e ter a plena consciência de que isso nunca vai acontecer, pelo menos não na próxima década. Adoro reclamar da imundície do Hipódromo e não resistir a um chope mesmo no dia mais lotado e insuportável de baixo. Adoro reclamar da falta do que fazer e rodar a cidade toda em busca de alguma novidade, e no fim das contas isso já vira um programa. Adoro a informalidade das pessoas, a vadiagem explícita na praia de Ipanema, que lota em plena segunda-feira, enfim... adoro ter a praia como guia e o Corcovado como norte.
A respeito da Bienal: ela é uma farsa! Um monte de besteiras que se julgam ser obras de arte, repetições desnecessárias, arte conceitual sobrando e emoção faltando. Nenhuma genialidade, raríssimas coisas bacanas e pouquíssimas coisas interessantes. Um fracasso total. No fim dela só uma frase mesquinha que resume toda a decepção: pelo menos foi de graça. E Beatriz Milhazes merece uma comunidade no Orkut, daquelas que integram a categoria "eu odeio". E Arthur Barrio também. E Pedro Granato, mas esse por razões totalmente pessoais (se bem que pra esse tipo de pessoa ainda pode haver salvação, desde que seu lar seja desfeito). A sorte é que o resto da maratona cultural salvou, bem como as companhias maravilhosas.
Não fosse amanhã um feriado eu ia passar o dia todo no salão lendo Caras. Porque depois de 7 exposições e uma peça de teatro quase vanguardista.... no thanks, eu não quero virar uma intelectualóide. Amanhã eu vou correndo pra praia.
“Você está intimado a deixar de ser triste” numa tela do Gerchman
Escrito por mim às 19h16
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|