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Notas
Em meio a essa vida atribulada onde os meus talentos se confundem com as minhas ambições eu acumulei mais uma função improvável. Amanhã vou dar pinta de fotógrafa no lançamento da coleção outono/inverno 2005.
Felipe Dylon lançou música nova. E um alívio imediato me atingiu quando ouvi aquela voz nojenta cantando outra coisa que não “um amor de verão tem um sol particular”. São os estágios pelos quais a gente passa... primeiro você ODEIA toda essa gente que você julgou a vida inteira como cafona, música de quinta categoria. Depois você começa a identificar as canções pelos primeiros acordes. Em seguida você canta internamente até o dia estarrecedor em que se pega cantarolando “eu fiz tudo o que podia fazer, mas você não procurou entender... o nosso amor dançou (eu desanimei) joguei a toalha, cansei, o que vai ser amanhã eu não sei... eu desanimei!” no chuveiro pra sua própria humilhação... Completamente desmoralizada, eu já incorporei os pagodes e sei até cantar as músicas da Alcione. E como ela mesma canta, o jeito é aceitar...
Escrevia o Imperador Pedro I à Domitila de Castro, Marquesa de Santos e sua amante, e ao final de cada carta assinava “Teu filho, amigo e amante fiel, constante, desvelado, agradecido e sempre verdadeiro, Imperador.”. O máximo é pouco pra isso.
Escrito por mim às 22h33
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