Escrito por Julieta às 22h48
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O dia pra vadiar
Quatro dias livres é praticamente férias. Quatro dias livres sem ninguém em casa é férias com brinde. Dias livres com uma conta de setecentos reais no Saturnino é férias com brinde e história pra contar. Sem mais enrolações, vamos aos números.
Histórias impagáveis na tarde de chope e comidinhas de botequim, cinco amigas que já não conseguem se reunir com tanta freqüência e a Mari indo pro show do Lenine, feliz porque ele cantaria “Garotos não resistem aos seus mistérios...”, sem saber que o Lenine, definitivamente, não é quem ela pensa que seja. E o que é Marcelle?! Sem comentários, sinto muito pra quem não tem o privilégio de conviver com essas peças.
Seis homens e cinco mulheres sentados numa mesa do Saturnino. Apenas um dos garotos conhecia uma das meninas. Os outros e outras nunca se viram mais gordos. “Oi, eu sou a Julia, tenho 22 anos, sou míope e trabalho com moda”. E foi assim até os 11 se apresentarem, ao melhor estilo reunião de AA. No fim, fotos, brindes, a fatídica conta e o combinado do próximo encontro ser no Baixo Gávea. Ou em qualquer outro lugar tão democrático quanto o BG.
Uma ida ao oftalmologista em pleno sábado, no meio de uma ressaca monstra, daquelas que te impedem de andar em linha reta. E a solução dos problemas astigmáticos. Uma lente sob encomenda junto com uma facada no peito e um rombo na conta bancária porque ela custa (literalmente) os olhos da cara. Conta no Saturnino, lente especial, e eu ainda me perdi na Fnac, no meio da seção de cds. E quando me dei conta de que tinha sido contaminada pelo discurso sambista do moço já era tarde, estava segurando um cd do Cartola, um da Nara e outros tantos.
Só Santa Teresa salva. Uma conta de cinco reais, oh yes, cinco reais. Cerveja original gelada (depois de uma tarde inteira de vinho), amigas que acamparam aqui em casa e moço com suas confissões que renderam boas risadas.
Um filme péssimo no domingo, a casa transformada praticamente num albergue e roupas de moletom que não querem mais sair do meu corpo. Ainda tivemos forças para uma pizza (e um chope) na Cobal.
Saldo: cinco amigas felizes, muitos litros de álcool sendo processados por aproximadamente 14 fígados, um saca-rolhas quebrado, dois dvds horríveis e hilários de tão ruins, nenhum trabalho de faculdade concluído (sequer algum começado), moço aprovado e com alguma chance de ser efetivado (uh baby) e uma sensação de que a segunda-feira só existe pra estragar a vida de todos nós. Como dizia Rita Lee: nada melhor do que não fazer nada. Só faltou o deitar e rolar com você.
Escrito por Julieta às 23h30
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